Mês: junho 2022

Benefícios e curiosidades sobre os cogumelos

Você certamente já consumiu o famoso cogumelo Champignon, também conhecido como cogumelo de Paris, em uma fatia de pizza ou naquele bom e velho Strogonoff. Esse é provavelmente o primeiro no qual você pensa quando falamos nesse assunto. Mas já imaginou quais outras espécies de cogumelo são utilizadas como alimento no Brasil e no mundo e quais são os benefícios do consumo?

Os cogumelos são iguarias muito abundantes na natureza. Atualmente conhecemos cerca de 120 mil espécies, mas “apenas” 10% são comestíveis, enquanto as 90% restantes são tóxicas e não devem ser utilizados na alimentação humana. A espécie Amanita phalloides é considerada a mais venenosa do mundo, pois possui duas toxinas (phalotoxinas e amatoxinas) que até mesmo uma dose de apenas 7 miligramas pode ser fatal para uma pessoa de 70 quilos. Mas não se preocupe, cogumelos deste tipo não são selecionados para serem comercializados!

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No Brasil, as espécies mais cultivadas e consumidas são o próprio Champignon, Shitake e Shimeji. O Shitake e o Shimeji são nativos do leste Asiático e muito utilizados em receitas com massas, como o macarrão, e também consumido junto com carnes. Embora sejam cultivados em nosso próprio país, o consumo ainda é baixo, isso porque enquanto um brasileiro consome em média 160 gramas de cogumelo por ano, um alemão alcança a marca de 4 quilos anuais por pessoa. Então certamente existe algum motivo, além de questões culturais, para que o consumo seja tão alto, não só na Alemanha, mas também em muitos outros países.

Em termos nutricionais, cogumelos possuem poucas calorias e suas proteínas são de alto valor biológico, fornecem vitaminas do Complexo B e não são fontes de gordura! Estudos também apontam que esse alimento possui propriedades anticancerígenas.

Basicamente, esses fungos contêm uma série de substâncias benéficas com ação anti-inflamatória, antissenil, antiúlcera, antiviral, antibacteriana e antitumoral, impedindo ou dificultando o aparecimento e crescimento das células cancerígenas.

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Portanto, se você ainda não possui o hábito de consumir este alimento, considere inseri-lo nas suas refeições ao longo da semana. Apenas fique atento na hora de comprar, para adquiri um produto de qualidade. Não leve para casa embalagens com excesso de umidade ou que os cogumelos estejam melados e escurecidos.

Por: Henrique Macedo.

Revisado por: Daniele Silva e Raphael Azevedo.

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Fontes:

·                     SOARES, Nilo. 7 cogumelos que encontramos no Brasil

·                    Canal Rural. 10 curiosidades sobre os cogumelos

Você escolheu a embalagem correta para seu produto?

O uso da embalagem adequada interfere muito na aquisição e na qualidade dos alimentos, além de contribuir para aspectos que são pouco tratados. Mas me diz, você sabe quais são as funcionalidades das embalagens?

 A principal função da embalagem é conter o alimento e, portanto, protegê-lo do contato direto com manipuladores e consumidores evitando a contaminação. Mas além disso, uma embalagem é de grande valia na decisão de compra do produto. Atualmente, muitos consumidores optam por empresas que respeitam a sustentabilidade e buscam por materiais biodegradáveis e que causam menos danos ao meio ambiente.

Por outro lado, a identidade visual do seu produto e a forma que o design é pensado pode atrair ou afastar o consumidor, afinal, na dúvida entre dois produtos, a chance de escolher o mais bonito é enorme. A embalagem pode ser uma fiel aliada na fidelização do cliente, então, investir em marketing visual e em materiais sustentáveis pode ser o início no sucesso de vendas, gerando uma conexão com a identificação da causa defendida pela marca e gerar uma maior competitividade. Outro ponto interessante, é que a embalagem é a forma mais barata de publicidade, já que é indispensável ao produto e a partir dela, é possível impulsionar até mesmo as redes sociais, sendo necessário apenas criar no cliente a curiosidade de acessá-la.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, é direito do consumidor estar ciente do produto que está consumindo, sendo de suma importância adicionar informações coerentes e claras, além de informar aos consumidores possíveis riscos, então não deixe de adicionar à sua embalagem um rótulo adequado e as informações nutricionais do produto.

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No entanto, de nada adianta investir muito em design e aparência e esquecer da função principal da embalagem, que é a de garantir a integridade do produto. Para isso, é necessário que seja avaliada diversas condições do produto, como:

·                    É um produto ácido?

·                    Requer barreiras contra luz, umidade, ar ou gordura?

·                    Quais produtos são utilizados na formulação?

·                    O produto é frágil?

O uso de embalagens sem considerar essas informações pode causar diversos contratempos, bem como diminuir a durabilidade do produto, modificar o sabor, cor, crocância e até mesmo causar danos à saúde do consumidor.

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No mercado, há diversas formas de embalagens disponíveis, como: papelão, vidro, plástico, alumínio, isopor, laminada, sendo necessário que a embalagem seja escolhida de acordo com o produto a ser contido.

Além das formas tradicionais já citadas, há no mercado muita inovação no setor de embalagens, mas, quais são elas?

                   As embalagens inteligentes, que são aquelas que modificam alguma característica de acordo com a situação do produto. Um exemplo desse modelo são embalagens usadas em frutas e que mudam de cor de acordo com o nível de maturação, indicando ao cliente a qualidade do produto;

                   Outra forma diferenciada de embalagens são aquelas compostas por itens não aproveitados na indústria, como feijão ou milho com inconformidades e que não são usados no processamento;

                   Existem ainda, embalagens com foco em aumentar a vida de prateleira do produto e, portanto, aliam-se à embalagem alguns antimicrobianos não nocivos à saúde, como óleo essencial. Nas embalagens é possível incorporar óleos essenciais de diversas linhagens de plantas como, alho, canela, açaí entre outras, sendo essa escolha de acordo com a característica do produto e os microrganismos mais comuns.

Após todas essas informações, vamos pensar um pouco sobre a importância das embalagens?

Todas as cervejas são envasadas em recipientes de vidro escuro, será isso uma jogada de marketing? A resposta é não.

A cor da embalagem da cerveja geralmente é âmbar, ou pelo menos escura, isso porque na formulação de toda cerveja há lúpulo, ingrediente responsável pelo sabor amargo do produto e que em contato com a luz libera substâncias capazes de deixar um paladar muito amargo e desagradável. Por outro lado, há marcas que, com intuito de deixar um gosto mais amargo no produto, usam embalagens verdes, já que essas não vedam tanto a luz, quanto a âmbar.

A partir desses pontos, é nítida a importância de analisar muito bem a escolha da sua embalagem, será que a embalagem do seu produto está garantindo que este chegue com qualidade ao cliente?

Por: Fabiana Carvalho.

Revisado por: Daniele Silva e Raphael Azevedo.

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Fontes:

·                     O poder da embalagem, do design e da inovação pode mudar sua empresa – Sebrae

·                    Como escolher o tipo certo de embalagem – FoodConnetion

O que são embalagens POUCH?

As Stand Up Pouches, possuem uma flexibilidade e uma base que fazem elas ficarem em pé depois do preenchimento, podendo até conter canudos, zíper, bicos, assim podem ser totalmente transparentes, metalizadas, transmetal e de papel, além disso, possuem um custo mais baixo e menos agressivos ao meio ambiente, tendo um potencial de serem reutilizáveis.

O seu registro foi feito na França, em 1962, e tem se mostrado muito eficiente para as indústrias e para os seus consumidores, já que ela permite uma agilidade, de rápido consumo e fácil manuseio.

A sua constituição é metalizada fabricada de polipropileno bi-orientado (BOPP) de duas fases, tendo uma matéria-prima resistente a furos, protegendo o alimento dentro com uma maior segurança até a prateleira do seu destino.

Vale ressaltar também que, ao abri-la, os produtos ali constituídos podem continuar sendo conservados, sem precisar da transferência para outro recipiente.

Na embalagem podem conter produtos líquidos, pastosos, em pó e sólidos, como:

·                    Maionese;

·                    Molho de tomate;

·                    Petiscos;

·                    Doces;

·                    Grãos;

·                    Cosméticos;

·                    Legumes e verduras;

·                    Álcool em gel.

Com isso, concluímos que a embalagem é o principal ponto de comunicação entre o consumidor e a marca, ajudando a ter um branding positivo (estratégia da marca para tornar seus produtos mais conhecidos), adquirido uma adaptabilidade enorme de designer, praticidade e sustentabilidade.

Leia também sobre A importância de se utilizar uma embalagem correta para o produto

Por: Maria Julia Barbosa.

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Fontes:

Vamos falar sobre contaminação cruzada?

A contaminação cruzada é a transferência de contaminantes biológicos como, microrganismos patogênicos, de um alimento contaminado para outro alimento, de forma direta ou indireta. Ela é considerada “direta” quando um alimento contaminado entra em contato direto com outro, e considerada indireta” quando a transferência de contaminantes ocorre a partir das superfícies e utensílios empregados na manipulação de diferentes alimentos.

A contaminação cruzada é uma das principais causas de doenças transmitidas pelos alimentos (DTA’s), o que pode causar diversos sintomas nos consumidores desses produtos. Segundo o Ministério da Saúde, alimentos crus, como ovos e carnes vermelhas, são responsáveis, em média, por 34,5% dos surtos de doenças transmitidas por alimentos que ocorrem no Brasil.

Além disso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, pelo menos 25% de todos esses surtos de DTA’s estão intrinsecamente associados com eventos de contaminação cruzada, decorrente das práticas ineficientes de higienização das mãos, contaminação dos equipamentos ou utensílios e armazenamento inadequado dos alimentos.

Alguns exemplos em que podem ocorrer contaminação cruzada, são:

·                    Utilizar o mesmo utensílio para cortar a carne e as verduras que não passarão por processo térmico, causando contaminação de um alimento para outro;

·                    Ter na geladeira carne crua descoberta e salada já higienizada, pronta para ser servida;

·                    Manipular alimentos de origens diferentes ao mesmo tempo e na mesma bancada.

Através de estudos foi observado que vários micro-organismos patogênicos, como as bactérias Escherichia coli e Salmonella spp, podem sobreviver nas mãos, roupas e utensílios por um longo período, sendo, portanto, muito importante sua prevenção, para que uma contaminação inicial não seja estabelecida.

Formas muito eficientes de se prevenir esse incidente é através das boas práticas de fabricação e de um fluxograma de produção bem estabelecido e planejado.

Leia também sobre A importância de obter um manual de boas práticas de fabricação

Dentre as recomendações da ANVISA para tal prevenção, destacam-se:

·                    As instalações devem ser projetadas de modo que o fluxo de pessoas e alimentos não permita a contaminação cruzada, e que o fluxo de operação seja realizado de maneira higiênica;

·                    A lavagem das mãos deve ser feita imprescindivelmente e cuidadosamente entre uma e outra manipulação de produto nas diferentes etapas do processo;

·                    Equipamentos e utensílios que tenham entrado em contato com material contaminado, matérias-primas ou produto semielaborado, devem ser cuidadosamente limpos e desinfetados antes de entrar em contato com o produto final.

Desta forma, pode-se evitar diversos imprevistos e até surtos alimentares, criando uma cultura de segurança dos alimentos e eliminando possíveis riscos de contaminação através de serviços como as Boas Práticas de Fabricação ou o Fluxograma de Produção.

Leia também sobre A importância do fluxograma de produção para sua empresa

Por: Lara Netto Rocha.

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Fontes:

·                     Contaminação cruzada na indústria alimentícia: o que é e como prevenir

·                    O que é Contaminação Cruzada? Por que ela ocorre?

·                    Manual de Boas Práticas de Fabricação

“Bebida láctea não é iogurte”: conheça as principais diferenças entre os produtos

Você já comprou bebida láctea fermentada pensando ser iogurte?

É muito comum que ocorra esse tipo de confusão visto a enorme variedade de produtos lácteos presente nos mercados, sendo que muitas vezes as diferenças entre eles se baseiam em pequenas peculiaridades no processo de produção ou na quantidade e nos tipos de ingredientes, por exemplo.

Para dificultar ainda mais a diferenciação e, cá entre nós, não sendo mera coincidência, esses produtos possuem embalagem e rótulo bem parecidos entre si e são apresentados juntos nas gôndolas dos supermercados, levando o consumidor a não se atentar à sua denominação de venda, que deve estar presente obrigatoriamente no painel principal da embalagem.

Leia também sobre Você sabe a diferença entre rótulo e embalagem? – Alimentos Júnior Consultoria (alimentosjunior.com.br)

Ainda assim, são realmente produtos bastante semelhantes sensorialmente. Mas então, quais são as principais diferenças entre a bebida láctea fermentada e o iogurte?

Para responder essa pergunta, o mais correto é recorrer às Instruções Normativas do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que consistem em aprovar os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade para Bebida Láctea (IN nº 16, de 23 de agosto de 2005) e Leites Fermentados (IN nº 46 de 23 de outubro de 2007).

O iogurte é obtido a partir da fermentação láctica, mediante ação de cultivos de microrganismos específicos que, por sua atividade, contribuem para a determinação das características do produto final, sendo que este pode ser elaborado simplesmente a partir de leite e fermento. Ainda, de acordo com a instrução, a composição do mesmo pode conter até 30% de ingredientes não lácteos, como aroma e pedaços de frutas. Esse produto possui naturalmente uma consistência mais firme por ter maior base de leite.

Leia também sobre Iogurte probiótico – funcional no dia a dia – Alimentos Júnior Consultoria (alimentosjunior.com.br)

Já a bebida láctea fermentada deve ser resultante necessariamente da mistura de leite e soro do leite, tendo em vista que a base láctea deve representar pelo menos 51% do total de ingredientes. O produto pode ser fermentado mediante a ação de cultivo de microrganismos específicos e/ou a adição de leite fermentado, e sua composição pode ser adicionada ou não de outros componentes alimentícios como o amido, que auxilia na obtenção de uma consistência mais próxima à do iogurte.

O soro do leite é um subproduto da fabricação de produtos lácteos como o queijo, por exemplo. Devido a isso, o custo de fabricação e venda de bebida láctea fermentada é reduzido em relação ao do iogurte, que não possui o soro em grande quantidade. Assim, a bebida láctea pode ser vendida como opção mais barata para substituir o iogurte, e isso pode explicar a grande semelhança entre os rótulos dos produtos comparados.

Leia também sobre Como Calcular os Custos mesmo trabalhando com uma Grande Variedade de Produtos – Alimentos Júnior Consultoria (alimentosjunior.com.br)

Vale ressaltar que as análises e definições aqui apresentadas são para fins de maior conhecimento acerca das diferenças entre os produtos, não devendo ser levada para o âmbito de julgamento sobre qual tipo de produto é “pior” ou “melhor” que o outro, visto que cada um possui suas peculiaridades e a escolha deve ir de encontro aos critérios que o consumidor julga importantes para o seu consumo.

É sempre importante que nós, consumidores, conheçamos o que estamos consumindo. Para isso, a legislação define que é obrigatório a apresentação da frase “bebida láctea não é iogurte” nos rótulos de bebida láctea colorida, ajudando a enfatizar essa diferença. Por mais que as vezes a informação não fique tão aparente, todos os produtos possuem um padrão e devem respeitar regulamentos técnicos específicos para serem caracterizados como tal. Cabe a nós ficar de olho e dar mais atenção a esses detalhes na hora da escolha do que comprar.

Por: Adriel Souza.

Revisado por: Daniele Silva e Raphael Azevedo.

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Fontes: